O ENCONTRO TERAPEUTICO (UMA REFLEXO)

 

A meu ver, o encontro teraputico, uma relao de profunda delicadeza, uma relao de profunda intimidade, um encontro onde o estar-junto-com-o-outro.

 

Na relao em Psicoterapia devemos destacar dois dos aspectos que considero importantes:

 

- o primeiro se refere relao Terapeuta/Paciente, que vem a nosso encontro pedindo ajuda ;

- o segundo se refere a relao da pessoa consigo mesma, e sua conexo com a vida vivida, que faz com que venha nos procurar com pedido de ajuda pela ansiedade que comporta.

 

Muito se tem estudado e escrito, exaustivamente sobre o primeiro aspecto da relao Terapeuta/Paciente que, para os acadmicos motivo de estudo, treino, superviso e cuidado aos que se iniciam na arte da psicoterapia.

 

uma relao onde Paciente percebe a possibilidade de reatar e reconciliar-se consigo mesmo.

 

Quando este encontro acontece, temos conhecimento somente da nossa parte do caminho, e no da dele, vivenciamos enquanto psicoterapeuta somente o encontro...  A relao se torna imediata .

 

Entre Terapeuta/Paciente no se interpe nenhum jogo de conceitos, esquema, e/ou fantasia; e a memria se transforma no momento em que flui os detalhes a totalidade. Entre nos no h fim, nenhuma avidez ou antecipao, e a prpria aspirao se transforma no momento em que se passa do sonho realidade.

 

Estes envolvem-se num verdadeiro encontro, um ser se funde unicamente com o ser do outro. Ns nos abandonamos de nosso prprio Self para doar ao outro. Com um mergulho na profundeza deste, num territrio misterioso e mgico de forma criteriosa.

 

Dessa forma ocorre o grande processo alqumico entre duas pessoas, num contexto teraputico. Fazendo uma metfora deste processo com a Alquimia (freqentemente chamado de A Grande Obra) nos deixou uma poderosa

mensagem de busca pela perfeio.

 

Em um mundo tomado pelo culto ao dinheiro e aparncia exterior em que pouco o homem busca a si prprio e ao seu intimo as vozes dos antigos alquimistas aparecem como um chamado para que o homem reencontre seu lado

superior.

 

Para concluir e ilustrar esta reflexo , tomei a liberdade de copiar um poema que dia destes navegando pela Web encontrei. E de autoria de uma jovem adolescente para seu terapeuta e que a meu ver retrata muito do que

gostaria de dizer desta vivencia to singular.

 

 

QUE UM PSICLOGO?

 

No lgico,

mgico.

Pode ser a iluso de uma paixo

Que no te faz ver, o mundo, com a mesma emoo...

No h corao que agente

Essa corrente de gua ardente.

Que cantando sai te cortando

Por fora e por dentro.

Como se fosse um metr

Que com lminas, em vez de rodas,

Corta teu corao

Como ondas perigosas de uma depresso.

Por que no uma ajuda

De um amigo verdadeiro

Que , sem nenhum roteiro,

Te faz fazer uma viagem

Totalmente diferente de todas j vistas at hoje.

Uma viagem inesquecvel ...

Ela no tem paisagens com rvores e pssaros.

Apenas o teu prprio sorriso nos lbios.....

incrvel :

Como h pouco atrs eu estava chorando,

E mal comecei a pr o p na estrada,

J estou sorrindo.

Essa viagem tem o sentido para a conscincia.

E que me ensinou a ver com outros olhos a convivncia

com um mundo hostil e de dvidas que todos ns,

Com essa idade, costumamos viver.

Obrigada.

 

 

De: R (sua amiga)

Para :o meu amigo de todas as horas.

 

Maria de Lourdes Cristvo

CRP: 06/8194